quarta-feira, 26 de agosto de 2015

SIA E SEU GRITO MAGISTRAL EM FORMA DE MÚSICA

https://www.youtube.com/watch?v=4i9QTqyKYPk


SIA   E   SEU GRITO MAGISTRAL EM FORMA DE MÚSICA

                                                                 Izabel L’Aryan
Conheci a música através de meu irmão, que recebeu de sua filha,minha sobrinha Dakini, portanto, num CD, e, sempre que ouvia no carro pensava: ‘Tem uma mensagem forte nessa canção(o inglês e a interpretação estão bem ‘enrolados’por motivos óbvios)...Essa canção não tem esse ritmo. Tem um grito, um pedido de socorro por detrás dessa batida tecno.’
Num dos dias eu experimentei começar a tirar as notas lentamente no violão e depois me deparei com essa versão em piano e voz. E aí descobri a joia: ali estava a verdadeira canção, com sua verdadeira mensagem doída e alta, enchendo meus ouvidos.
Embora tenha por método não cantar canções de mensagem negativa, a mensagem desta especialmente pela beleza melódica e apelo da melodia, chamou também a atenção do meu lado de terapeuta.
Aprendi tanto na musicoterapia, como com meu mestre na arte de compor, Airton Pimentel, que a letra traz em seu bojo uma canção e que nossa tarefa de compositores é trazer à luz a música embutida nas letras nossas e de parceiros. E agora um parêntese: E que baita ‘parteiro’ é o Pimentel, para mim o melhor melodista deste estado.Mas esse é outro papo.
Muito bem, voltando a minha descoberta no grito-canção da Sia, uma australiana de 37 anos, que já passou pelos horrores da dependência de álcool e remédios e que busca, certamente, dar um alerta mundial para o grito que mora dentro das pessoas que não conseguem vencer o vício bárbaro, que lhe retira a vida na sua essência.
E como sua letra diz, são as meninas, as jovens e adolescentes mulheres, um alvo certeiro para começar, inocentemente, uma caminhada que pode lhes ceifar a vida.
Canto a canção Chandelier. Coloquei ela no meu repertório, e estou tirando as notas no violão para me acompanhar, como um alerta a todos nós, que temos filhos e sobrinhos e amigos jovens a nosso lado, e que estão, muitas vezes gritando alto e o nosso dia-a-dia corrido e estressante não deixa ver, o pedido de socorro que muitas vezes estão emitindo.
Nós, olhando nossos umbigos somente, ou apenas as cartilhas acadêmicas, hoje tão endêmicas, podemos estar surdos e perdendo pessoas próximas de nós, como parentes, amigos e clientes, por incapacidade de ouvir os sinais e de cuidar melhor deles.
Para mim valeu a lição.





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