sábado, 12 de janeiro de 2019

10 ANOS SEM O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA



Baita poeta, de quem canto a música(letra dele e música do Pimentel) 'Tangolomango Caxerenguengue'. que trata de toda contribuição maiúscula que o negro trouxe para cultura, religiosidade e gastronomia gaúchas..uma pérola!
Amo!
Poeta que questionou o 13 de maio e lutou até ser criada a data da 'consciência negra' assinalando a luta do povo negro, em 20 de novembro.

Nascido em Touro Passo, distrito de Rosário do Sul-RS, em 16 de agosto de 1941, Oliveira Ferreira da Silveira diplomou-se em Letras, tendo exercido o magistério por muitos anos em Porto Alegre. Foi um dos intelectuais afrodescendentes de maior destaque no estado onde nasceu e também em nível nacional, participando ativamente de debates, encontros e mobilizações do movimento negro. Estreou na literatura em 1962, com a publicação do volume de poemas Germinou, a que se seguiram Poemas regionais (1968), Banzo, saudade negra (1970) e mais sete outros livros de poesia publicados em vida. No período de 1971 a 1978, participou do Grupo Palmares, sendo também o mentor do estabelecimento do dia 20 de Novembro – data da morte de Zumbi dos Palmares em 1695 – como o “Dia Nacional da Consciência Negra”. Tal inserção alcançou posteriormente repercussão nacional e passou a fazer parte do calendário cívico e cultural do país, sendo, inclusive, feriado em diversas cidades brasileiras. O poeta foi também um dos fundadores na revista Tição, que cumpriu importante papel no contexto de ressurgimento do movimento negro no final da ditadura militar, além de integrante ativo do Grupo Semba de Arte Negra, sediado em Porto Alegre. Ao falar de sua relação com a escrita, o autor destaca que a literatura surgiu em sua vida quando ainda residia em Touro Passo, onde vivenciou uma infância e juventude marcadas pela poesia popular, pelos "causos", quadrinhas e versos de polca. Tais elementos viriam a constituir o substrato de seus escritos. A respeito de seu primeiro poema, publicado em 1958, no jornal de Rosário do Sul, Oliveira Silveira destaca que tal fato foi muito importante para o início da sua carreira, pois,a partir dos estímulos recebidos de amigos continuei a escrever poemas regionalistas, que marcam até hoje meu estilo. Não me desvinculei desta linguagem rural. Claro que depois experimentei outras tendências, até chegar à poesia negra, na medida em que me conscientizava. Esta consciência chegou bem mais tarde.

(http://www.portalafro.com.br/portoalegre/oliveira/oliveirasilveira.htm)

Para tanto, seu contato com a tradição da literatura negra da diáspora e de movimentos como o da Négritude de língua francesa foi de crucial importância. A conscientização a respeito da condição afrodescendente ocorre, pois, em paralelo a seu crescimento como poeta. Na universidade, Oliveira Silveira se apropria de textos fundamentais para a reflexão sobre uma escrita até então silenciada, pois confinada às margens do cânone ocidental, tais como o “Orfeu negro”, de Sartre, além dos escritos de Césaire, Senghor, e Depestre, entre outros. Para o poeta, esses escritos propiciaram "o estopim" de seu despertar: "a leitura deste material e meu envolvimento na política estudantil ampliaram meus horizontes". (http://www.portalafro.com.br/portoalegre/oliveira/oliveirasilveira.htm) Tal seria, pois, o caminho a ser seguido, em consonância com o projeto de uma literatura que não apenas abordasse o negro como tema folclórico, tal como feito pelos modernistas, mas que trouxesse para a cena literária os dramas e dilemas dos “condenados da terra” em sua trajetória na sociedade brasileira, marcada pelo racismo cordial. Nesta linha, empenhou-se em traduzir para o português o Cahier d’un retour au pays natal, de Aimé Césaire, que não chegou a concluir.

Oliveira Silveira faleceu em 1º de Janeiro de 2009 aos sessenta e oito anos. Após sua morte, foram publicadas três coletâneas de seus escritos. A primeira, Poemas, de 2009, organizada e prefaciada por Oswaldo de Camargo. A segunda, Antologia poética de Oliveira Silveira, de 2010, traz estudo crítico de Luiz Horácio. E a terceira e mais completa, Oliveira Silveira: obra reunida, de 2012, fruto de cuidadosa pesquisa do também gaúcho Ronald Augusto, que inclui a tradução de Césaire e o ensaio “Oliveira Silveira, a palavra está firme - poesia reunida”, assinado pelo organizador.

Trata-se, portanto, de autor da maior relevância pois, além dos doze livros de poesia publicados, deixou inúmeros outros textos em antologias e edições coletivas, como os Cadernos Negros, entre eles a conhecida paródia do poema “Nega Fulô”, de Jorge de Lima.


PUBLICAÇÕES

Obra individual

Germinou. Porto Alegre: Ed. do Autor, 1962.

Poemas regionais. Porto Alegre: Ed. do Autor, 1968.

Banzo, saudade negra. Porto Alegre: Edição do autor, 1970.

Décima do negro peão. Porto Alegre: Edição do autor, 1974.

Praça da palavra. Porto Alegre: Ed. do Autor, 1976.

Pêlo escuro. Porto Alegre: Edição do autor, 1977.

Roteiro dos tantãs. Porto Alegre: Edição do autor, 1981.

Poema sobre Palmares. Porto Alegre: Edição do autor, 1987.

Anotações à margem. Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura, 1994.

Poemas. Seleção e prefácio de Oswaldo de Camargo. Porto Alegre: Ediçãos dos Vinte, 2009. Publicação póstuma.

Coautoria

Orixás: pinturas e poemas. 2ed. Porto Alegre: SMC/Coord. do Livro e Liter./UEPA, 2000.[série Petit POA]

_____. 1 ed. Porto Alegre: SMC/Coord. do Livro e Liter./UEPA, 2000.[série Petit POA]

Antologia

Cadernos negros 3 poesias. São Paulo: Quilombhoje, 1980.

Axé: antologia contemporânea da poesia negra brasileira. Org. Paulo Colina. São Paulo: Global, 1982.

Cadernos literários 19: poetas negros do Brasil, Edições Caravela/Instituto Cultural Português. Porto Alegre, 1983.

Razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. Coordenação e seleção de Oswaldo de Camargo; colaboradores: Paulo Colina e Abelardo Rodrigues, São Paulo: GRD, 1986.

Quilombo de Palavras: a literatura dos afro-descendentes. Orgs. Jônatas Conceição, Lindinalva Amaro Barbosa. 2 ed. Salvador: CEAO/UFBA, 2000.

Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Vol. 2, Consolidação. Organização de Eduardo de Assis Duarte. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

Não Ficção

A produção literária negra (1975-1985) in: ALVES, Miriam; XAVIER, Arnaldo; CUTI [Luiz Silva] (org.). Criação crioula, nu elefante branco. São Paulo: IMESP, 1987.p.31-49.


TEXTOS

Oliveira Silveira - Textos selecionados
Oliveira Silveira - Outra Nega Fulô
Oliveira Silveira - Treze de Maio
Oliveira Silveira - Encontrei minhas origens
Oliveira Silveira - Tantã
Oliveira Silveira - Terra de Negros
Oliveira Silveira - Poema Sobre Palmares
Oliveira Silveira - Parte da crônica

CRÍTICA

Protestos, questionamentos e afirmações na poesia de Oliveira Silveira: o empenho no resgate da afro-brasilidade - Elisângela Lopes

FONTES DE CONSULTAS

Axé: antologia contemporânea da poesia negra brasileira. Org. Paulo Colina. São Paulo: Global, 1982.p.31-36.

BERND, Zilá. Negritude e gauchidade: Oliveira Silveira. In Negritude e literatura na América Latina. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.

BERND, Zilá. Oliveira Silveira. In: DUARTE, Eduardo de Assis. (Org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Vol. 2, Consolidação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

_____. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, 1988.

_____. Oliveira Silveira. Brasil/Brazil, revista de Literatura Brasileira. Porto Alegre: PUCRS e Brown University, n.24, ano 13, 2000.

_____. Zumbi dos Palmares na poesia negra brasileira. In: Presença negra no RS, Cadernos Porto&Vírgula. Porto Alegre: SMC, n.11, 1994.

BERND, Z. & BAKOS, M.M. O negro, consciência e trabalho. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1991. 2. Ed. Col. Síntese rio-grandense.

FISCHER, Luiz Augusto. A foto de Oliveira. Porto Alegre: Zero Hora, 10 de jan. de 2009.

Quilombo de Palavras: a literatura dos afro-descendentes. Orgs. Jônatas Conceição, Lindinalva Amaro Barbosa. 2 ed. Salvador: CEAO/UFBA, 2000. p.157.

SANTOS, Luiz de Melo. Sons e ritmos do tantã na poética de Oliveira Silveira. (dissertação de Mestrado). Londrina: UEL, 1997.

SILVA, Jônatas Conceição da. Vozes quilombolas: uma poética brasileira. Salvador: EDUFBA; ILÊ AIYÊ, 2004.

WHITE, Steven F. A invenção de um passado sagrado na poesia afro-brasileira contemporânea. In: Estudos Afro-asiáticos, Nº 35, julho de 1999, p. 97-110.


LINKS

Oliveira Silveira no portal brazilianmusic.com
Personalidades Negras: Oliveira Silveira - Fundação Cultural Palmares
Poeta Oliveira Silveira é homenageado pelo IEL - Governo do Rio Grande do Sul - YouTube
Oliveira Silveira - Semana da Consciência Negra 2010 - Jaguarão - YouTube
Homenagem à morte do autor no blog "Outubro", de Nei Duclós
Oliveira Silveira, por Oliveira Ferreira da Silveira - Portal Geledés
Oliveira Silveira: política de exceção e poética do além - Helaine de Oliveira
A outra negra Fulô, de Oliveira Silveira, pra escândalo do bom Jorge de Lima - por Tássia do Nascimento (UEL)
Nasce um ancestral: Oliveira Silveira - Portal UOL
Inauguração da Biblioteca Oliveira Silveira - TV Brasil
literafro - O portal da literatura Afro-Brasileira
Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Av. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - Belo Horizonte/MG - CEP: 31270-901
+55 (31) 3409-6069 literafro@letras.ufmg.br

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O DIREITO DO AUTOR, O ECAD E O OCASO

O DIREITO DO AUTOR, O ECAD E O OCASO
Neste 22 de novembro, dia do músico, temos pouco a comemorar!
Em 1973 começa a saga do compositor brasileiro: a lei 5988 cria o ECAD, Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direito Autoral Musical e o CNDA, Conselho Nacional de Direitos Autorais.
A lei cria o organismo ‘escritório central’ e não cria a fiscalização e a transparência com prestação de contas. O volume de dinheiro arrecadado chama a atenção de espertos que logo saem fazendo as regras e formando ‘associações  de autores’ e estas formam e compõem o escritório. Tudo na forma da lei.
Ou seja, o escritório, que deveria ser o servidor, torna-se a cabeça e num obscuro processo que se inicia, gerando muito descontentamento entre os interessados e geradores da arte musical, os autores, além de grandes perdas históricas e vai se tornar o obsoleto organismo que hoje observamos.
Em 1990, é extinto o Minc e  o CNDA-Conselho Nacional de Direito Autoral, no governo Collor,  e voltamos quase a estaca  zero.
Em 1998, o Minc, Ministério da Cultura, reativado, enseja, depois de uma longa e assustadora fila de depoimentos e documentos compilados pela CPI do ECAD de 1995(a primeira, pois tivemos uma segunda CPI depois), a discussão nacional da qual os estados através de seus sindicatos e associações que não pertenciam ao sistema oficial, participam junto com as associações de autores legalizadas e grandes autoralistas do Brasil e de fora dele.
Desta discussão, sai a Lei 9610, de 1998, que favorece a indústria da música, em detrimento do autor, pois não toca no escritório ECAD e nem na contabilidade e transparência das contas do escritório e das associações. Praticamente nada se avançou.
Em 2013, a Lei  12.853, de 14 de agosto daquele ano, numa ‘colcha de retalhos’, tenta acomodar a insatisfação dos autores com as associações  e delas com elas mesmas e as demais e com o ECAD.
Interessante ressaltar que esta lei confere poderes às associações para guerrearem entre si e com Ecad  e não organiza o autor, a centralização das informações e as prestações de contas e mais, chega ao disparate de dizer que cada associação determinará o que será cobrado da obra de seus autores aos usuários. Aí, como diz o gaúcho: ‘virou o caminhão de linguiça’.
IMAGINEM ISSO NA PONTA! 
Praticamente nada se avançou.
Não se toca na ‘caixa preta’ do ECAD, seu patrimônio e das associações. Não se tem credibilidade para atacar a sonegação.
No calor da discussão de 1998, o então deputado federal do RS Luis Mainardi-PT, apresentou o projeto de lei dos autores gaúchos, capitaneados pelo SICOMRS e seu Presidente e fundador, Airton Pimentel. Projeto este de autoria do promotor e advogado na época, também renomado compositor, Nilo Brum.  
Este projeto era fruto de 15 anos de discussão calorosa e aberta com a comunidade musical gaúcha e brasileira, fomentada nas 15 edições anuais do RS MÚSICA- Encontro da Classe Musical Gaúcha, muitas edições apoiadas e realizadas nas dependências da Assembleia Legislativa do RGS, com apoio preponderante do deputado Giovani Cherini, então deputado estadual.
Este projeto, em síntese, cria o CUIDDA-Conselho dos Compositores, unificado, a exemplo das outras categorias autônomas, (e há arrecadação e recursos para isto, se o processo for transparente), com delegacias em cada estado.
Não precisamos dizer  que nada do projeto foi para a lei 9610 de 1998 e a seguinte que tratam de ‘tapar o sol com a peneira’ e deixar em penúria os verdadeiros criadores das obras musicais, pois o interesse em questão não é o dos titulares de direitos e nunca foi.
Somados a este abafamento da realidade para que melhor se possa ‘mal versar o dinheiro da arrecadação’, observamos hoje uma confusão generalizada das associações, entre si e com ECAD, uma enxurrada de ações de umas contra as outras e delas para o com o ECAD e deste para com elas.
Além disso,  grassa a sonegação generalizada pelos usuários, pois não há credibilidade do real destino do dinheiro e, uma transparência e unicidade no sistema.
Enquanto isso, associações criadas por autores, como a AGADDAMRS-Associação Gaúcha de Arrecadação e Distribuição do Direito Autoral , fundada em 1995, por Airton Pimentel e  SICOMRS, não conseguiu decolar por falta de recursos para se instalar e se ‘legalizar’ junto aos ECAD.
Vejam a distorção!
A Associação que deveria funcionar agregando os autores gaúchos não pode ser aceita pelo ECAD, OU SEJA, TOTAL INVERSÃO DE POSIÇÕES, e o empoderamento negativo e obscuro deste mecanismo perverso ECAD-ASSOCIAÇÕES,  que ainda comanda todo o processo.
O ECAD, assim como as associações, não prestam contas ao autor, não abrem a ‘caixa preta’ e, pasmem, na era da informática, alegando dimensões continentais, até bem pouco tempo tinha o ECAD, em seus arquivos físicos, amareladas fichas de controle das obras(sic!).
O projeto do RS nunca foi tão atual e necessário, pois o CUIDDA atuaria unificando e legalizando o sistema, cadastrando autores por cidade e estado, pelas obras, com critérios únicos, além de ter, em sua própria organização cobrança, jurídico, financeiro, contábil e distribuição justa e transparente.
Além disso o próprio Conselho cuidaria de divulgar, informar, esclarecer, agregar os autores e cobrar, legitimamente e uniformemente os créditos devidos e não pagos pelos usuários.
Se funciona para todas as classes, por que não funciona para os compositores, além dos titulares dos direitos conexos: intérpretes e musicistas¿
A pergunta está no ar!
Nada a comemorar neste dia do Músico, 22 de novembro!
Autora deste texto:  
Izabel L’Aryan-Musicista, cantora e compositora, advogada autoralista e presidente do SICOMRS, Presidente do SICOMRS, guardiã e compiladora do acervo em digitalização do SICOMRS  e do compositor Airton Pimentel .
Em 2019 o SICOMRS completa, em fevereiro, 40 anos de vida. Sindicato dos Compositores Musicais do estado do RGS, fundado por Airton Pimentel, Lupicínio Filho, Fogaça, entre outros. (Sem sede, o Sindicato que foi mantido pelo compositor Airton Pimentel enquanto ele estava na ativa(até 2013), tem hoje sua documentação e história guardada e sendo digitalizada pela atual Presidente e mantenedora, Izabel L’Aryan)Em 2019 é intenção realizar comemorações aos 80 anos de Pimentel e 40 do SICOMRS(livro, documentário, lançamento de trabalhos inéditos  e digitalização do acervo de ambos e quiçá: um memorial)
Fontes:
Lei 5988 de 1973(cria o ECAD)
Lei 9610-98(tenta organizar as produtoras e gravadoras)
Lei 12.853, de 14 de agosto de 2013 2013.(numa ‘colcha de retalhos’ tenta acomodar a insatisfação com as associações de autores)




segunda-feira, 15 de outubro de 2018

EU SOU AQUELES QUE ME FORMARAM



Hoje fiz uma análise dos meus formadores principais e viram as carinhas de todos na minha memória: A mãe que me alfabetizou antes de eu entrar na escola: Dona Jandira, que tá no céu, me entregou lendo e escrevendo e fazendo contas básicas quando entrei no primeiro ano.
Depois lembro da professora Themis, na pré-escola, ou Jardim, com seu sorriso e cabelos longos e uma palavra lhe define no meu imaginário: suavidade e amorosidade. Um pouco mais e me vem à mente a professora Francisca Francisquini que me fez descobrir que eu seria uma escritora de textos. Sem recursos para comprar um cartão, improvisei um de cartolina e lápis colorido e me lembro dela lendo e chorando copiosamente, surpresa por uma menina de minha idade, 8 anos, escrever daquela forma. Lembro que o cartão falava em ‘semear o saber’ como uma função primordial dos educadores.
Depois se mesclam professores da rede pública e o método franciscano das freiras no Liminha, em Santa Rosa, , e aí lembro no primeiro, da deliciosa merenda escolar, que auxiliava a minha manutenção e eu adorava, e lembro que eu adorava cantar o hino nacional antes da aula, usar uniforme não tanto, mas penso que ele é mais democrático.
Lembro dos professores Jorge e antes o Paulo, na educação física(que hoje estão tirando do currículo ou é opcional) que me fizeram a atleta que fui em vôlei, basquete e handebol. Literalmente: enquanto não estava estudando ou ajudando minha mãe na casa eu estava, literalmente ‘em cima da bola’. Sou grata, pois os recursos eram muito poucos porém a criatividade desses mestres auxiliou na trajetória e muitas medalhas vieram, além de uma compleição física saudável e hábitos fundamentais que me acompanham até hoje.
Nos cursos intermediários e depois nas faculdades cursadas e pós, sempre aprendendo, me tornei eu também uma educadora na área holística, o que também me transformou.
Atuei em vários planos de governo, nacional, estadual e municipais, e fileiras partidárias pela afinidade dos programas com a educação integral, ou seja, o aluno estudando e tendo atividades o dia todo na escola. Acredito que minha própria formação foi o tambor de ensaio para eu defender essa forma como uma das únicas que realmente forma um cidadão em plenitude.
Hoje, me voltando para o voluntariado e terceiro setor, no direito e na educação, me dirijo para um trabalho suplementador e orientador de pessoas carentes, de todas as idades, englobando, claro,  o acolhimento amoroso e a educação, reunindo os vários saberes, para orientar e ensinar meios de sobrevivência a esse número assustador de jovens, e não tão jovens, jogados no centro de Porto Alegre, onde resido.
Continuo estudando e não vou parar nunca, pois a vida é um eterno aprendizado e uma missão de passar nosso conhecimento aos demais: é uma educação de duas vias: aprender e ensinar.
Grata EU SOU aos professores de ontem e de hoje:  nos quais busco me espelhar na sua dedicação estremada, com salários nem sempre justos, atrasos, poucas possibilidades, e tomo esse tema como um desafio para mudar este quadro.
PARABÉNS A TODOS OS MEUS MESTRES, HOMENS E MULHERES QUE ME FORMARAM AO LONGO DA VIDA, NESTE 15.11.2018!
  
  

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

FOGONES GAUCHOS


LEMBREI DE MEUS IRMÃOS, PAI E MÃE E INFÂNCIA maravilhosos MOMENTOS ao redor dos 'fogones gauchos' no dizer do amado JC Brawm e do Pimentel na linda música'Los Tres Gauchos e ou Rapsódia Gaucha'do cd memorável LÉGUAS DE MILONGAS...Ah lembra, Omar Franco,  o indefectível fogão alouçado azul claro, com guardanapos de crochê, de nossa casa de pousada durante o Festival de Música de 'Muitos Capões' onde tiramos 2º lugar e melhor arranjo,letra e vocal, da música do Pimenta e letra tua minha(Muitos Capões do Aracuri) e dele,e tu fostes eleito capataz do churrasco e cuidavas de uma vala onde os caras baixavam uma res quase inteira para assar e o prefeito queria que tu te mudasse imediatamente pra lá: tempos maravilhosos! Ah! Não dá para esquecer o Gilberto Monteiro literalmente 'assaltando' a despensa de compotas e doces da querida senhora que nos recebeu, na calada da madruga de um frio de abaixo de zero na serra: só por aqueles momentos valeu a pena viver! Grata Mano! Em tempo: o troféu, ou os troféus ornamentam nossas estandes e os armários recônditos da memoria boa e gostosa, e compõem um belo e colorido papagaio charão, que ajuda na replantação das araucárias, cada vez mais raras hoje, infelizmente!)
Mãe,pai,casa,família,interior,inverno e infância:um misto de momentos maravilhosos revivo com essas fotos.Lindo!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

UMA DICA DE PROTEÇÃO E EMPODERAMENTO O MANTRA AJAI ALAI:

https://www.youtube.com/watch?v=MtjrIx87DNQ(ink do mantra)



O poder é uma coisa muito mal compreendida. Imagens de ditadores e magnatas de Wall Street podem entrar em sua mente. O domínio, o poder e a cobiça andam de mãos dadas com o poder, mas somente com o poder que é impulsionado pelos chakras inferiores. O poder que emana dos chakras superiores permite que você eleve e conduza. Ele permite superar todos os obstáculos e acalmar um coração com apenas um toque ou um olhar. O verdadeiro poder não é colocar alguém para baixo, mas sim trazer todo mundo para cima. É por isso que os avatares espirituais sempre foram e sempre serão agentes de mudança mais poderosos que os ditadores cruéis. Foi assim que Gandhi liderou uma revolução não violenta que libertou seu país da influência externa, não pela força bruta, mas pelo poder e graça de seu Corpo Radiante e suas palavras pacíficas. O verdadeiro poder é poder falar de um mundo melhor e ter suas palavras passadas à realidade. Pense em Gandhi, Martin Luther King Jr., Joana d'Arc. Esse é o tipo de poder que o mantra Ajai Alai, uma vez dominado, dá a você.
O poder não precisa ser exibido em grande escala e globalmente. Seu próprio poder divino (que de fato não vem de você, mas flui para você da fonte de todas as coisas) é o que permite que você acorde na manhã após a maior tragédia de sua vida e alimente seus filhos. E é um poder dentro de você que permite que você ouça alguém conversando sobre como eles estão felizes quando realmente estão sofrendo profundamente, ouçam as palavras por trás de suas palavras, e estendam a mão. Quando você está conectado e sensível ao grande Ser, estar nesta terra se torna mais suave
O mantra Ajai Alai foi escrito pelo Guerreiro Santo (e poeta) Guru Gobind Singh, o décimo Guru dos Sikhs. Ele viveu em uma época de tremenda opressão e levou seus seguidores da escravidão virtual para a segurança. Ele ensinou auto-estima e graça. Ele cantou canções de tremenda gratidão ao Divino. Ajai Alai é uma parte da oração diária chamada Jaap Sahib, e esse mantra em particular é como uma lista das qualidades impressionantes do Divino. Ele muda sua própria vibração, colocando você em alinhamento com as qualidades do Divino e ativando-as para que se ativem dentro de você. É como estar sentado em uma cápsula espacial e ligar os interruptores um de cada vez para ativar os motores e colocá-lo em órbita.
Se você está deprimido e irritado, você não está em seu poder. Se você está atacando ou sentindo que ninguém está te ouvindo, você está fora de sua força. Ajai Alai é um poderoso mantra que pode construir o seu Corpo Radiante, ativar seus chacras superiores, tirar você da depressão e da raiva e dissolver os desafios à sua frente. De acordo com Yogi Bhajan, Mestre da Kundalini Yoga, ele pode fazer com que suas palavras aconteçam, dando-lhe o poder da criação na ponta da sua língua.
Entre em seu poder e espalhe a luz!
Ajai Alai
Ajai Alai - Invencível, Indestrutível.
Abhai Abai - sem medo, imutável.
Abhoo Ajoo - Unformed, Unborn.
Anaas Akaas - Imperecível, Etérico
Aganj Abhanj - Inquebrável, Impenetrável.
Alakkh Abhakkh - Invisível, não afetado.
Akaal Dy-aal - Imortal, Misericordioso
Alaykh Abhaykh - Indescritível, Uncostumed.
Anaam Akaam - Nameless, Desireless.
Agaah Adhaah - Insondável, Incorruptível.
Anaathay Pramaathay - Unmastered, Destruidor.
Ajonee Amonee - Além do nascimento, além do silêncio.
Na Raagay Na Rangay - Além do amor, além da cor.
Na Roopay Na Raykhay - Além da forma, além da forma.
Akarmang Abharmang - Além do karma, além da dúvida.
Aganjay Alaykhay - Inconfundível, Indescritível

sexta-feira, 29 de junho de 2018

NOSSA LIGAÇÃO COM BARÁ LODÊ É MUITO FORTE; GRAÇAS A DEUS!



Hoje é 29 de junho de 2018, dia de São Pedro e São Paulo, no sincretismo, Bará Lodê.
Nossa ligação com o Bará Lodê é muito grande, pois ele é o São Pedro, no sincretismo com os santos católicos, padroeiro do RGS, e aí não precisamos falar das muitas lutas que este povo guerreiro e altaneiro(características do Orixá), do qual faço parte com muita honra, enfrenta desde sempre, na defesa das fronteiras e no culto a terra e a natureza, mesmo com um clima de fronteira climática. Aqui tudo é fronteira, encruzilhada, decisão, força e fé!
O Mercado Público, local emblemático e poderoso do centro histórico de Porto Alegre, guarda, na sua encruzilhada central, os 7 Barás enterrados pelo Príncipe Custódio do Xapanã, que trouxe, com os negros, o Batuque, ou a Nação, para o RGS.
Fui lá hoje de manhã comprar na flora religiosa a minha vela de sete dias vermelha, que já está acesa na minha mesa, e já reverenciei, como sempre faço quando vou lá, esse poderoso Orixá, O Bará Lodê, dono das chaves e das aberturas de caminhos.
Pedi lá e na cartinha que queimei agora pouco: abertura de caminhos para mim, minha família, amigos, nominando um a um, uma a uma, endereços, projetos, negócios e causas, pela seleção brasileira, pelo meu 'Greminho' que eu adoro, pelo RGS, Porto Alegre, todas as cidades gaúchas e seu valoroso povo, pois quem forma um estado são, na síntese, as cidades e as pessoas!
Que se abram os caminhos da abundância e prosperidade para tod@s e, principalmente considerando que este ano é do Bará, senhor dos caminhos e muitas coisas se resolverão mais rapidamente, pois a rapidez e presteza são qualidades do Bará.
E nós nunca precisamos tanto, como agora, de resolver questões cruciais de intitucionalidade, da economia, justiça, ética, honestidade, cidadania, empoderamento e respeito ao povo, diante de tanto descaso com a Constituição e com as leis.
Rogo a XANGÔ AGANJU, meu pai, dono da justiça, que também rege o ano de 2018, que ampare nossos direitos e não permita que continue o descaso com as leis e com a justiça e com a soberania e segurança jurídica do país.
Oxalá! Pedido e Orixá! Tenhamos clareza nas eleições gerais futuras não nos deixando enganar e saindo definitivamente do triste quadro político e institucional-jurídico que observamos e vivemos, na carne, hoje.
ALUPO SENHOR BARÁ LODÊ! OGUINHÊ, SENHOR OGUM AVAGÃ!KAUO CABELECILE SENHOR XANGÔ!CUIDEM DO POVO BRASILEIRO E DO BRASIL!